Se tem uma coisa que a confeitaria ensina, é que cada receita de sucesso tem sua dose de esforço, criatividade e, claro, muito amor pelo que se faz. E essa é exatamente a história da Jéssika Damarate, fundadora da Damarate Confeitaria, uma das marcas mais queridas — e eficientes — quando o assunto é doce, delivery e empreendedorismo gastronômico em Curitiba.
No novo episódio do POD Doce, nosso podcast aqui do Curitidoce, Jéssika compartilhou sua trajetória inspiradora, cheia de aprendizados que fazem brilhar os olhos de quem já empreende ou sonha em abrir seu próprio negócio no mundo da confeitaria.

Começo caseiro e o sonho de crescer
A história da Damarate começa em 2015, quando, grávida do primeiro filho, Jéssika tomou uma decisão: queria acompanhar de perto o primeiro ano de vida dele, mas sem abrir mão de gerar renda. A cozinha de casa virou, então, seu primeiro ateliê. No início, tudo era feito por encomenda — bolos, doces e brigadeiros — e as redes sociais foram fundamentais para divulgar o trabalho.
O sucesso foi imediato. A demanda cresceu tanto que, em 2018, veio o primeiro ponto físico. “Eu não pensava em abrir loja, mas chegou um momento que a operação dentro de casa ficou insustentável”, contou Jéssika. A escolha por um imóvel no bairro Batel não foi por acaso: a ideia era oferecer um espaço acolhedor, que refletisse a identidade da marca e proporcionasse uma boa experiência tanto para quem comprasse na loja quanto para quem levasse pra casa.
Delivery: de necessidade a diferencial de mercado
Quando a pandemia chegou, muitos negócios de alimentação precisaram se adaptar às pressas ao delivery. Para a Damarate, esse já era um caminho trilhado desde antes. A preocupação com embalagens, apresentação dos produtos e experiência do cliente fora da loja fez com que o delivery da confeitaria se tornasse referência na cidade.
“Nunca tratei o delivery como algo secundário. A gente pensa no delivery como uma extensão da loja, e a experiência precisa ser a mesma”, explicou Jéssika. E essa estratégia deu tão certo que a marca acumula avaliações altíssimas nas plataformas de entrega, chegando a nota máxima com centenas de avaliações — algo extremamente raro no setor.
Cada detalhe é pensado: da escolha dos materiais das embalagens até a inclusão de um cartão personalizado, com QR Code que direciona o cliente diretamente ao WhatsApp da confeitaria. Caso haja algum problema, o cliente fala direto com a equipe, e a resolução é ágil e humanizada.
Rebranding: quando a identidade fala mais alto
Um dos momentos cruciais para o fortalecimento da marca foi o processo de rebranding em 2020. A Damarate deixou para trás o visual clássico do “rosinha com foet” — muito comum entre confeiteiras — e adotou uma paleta que une azul e rosa. A mudança não foi apenas estética: ela representou a maturidade da empresa e seu posicionamento no mercado.
“Queria algo que transmitisse elegância, acolhimento e que fugisse do óbvio, sem perder a delicadeza. O azul trouxe essa sobriedade, enquanto o rosa manteve o toque doce da confeitaria”, relembra Jéssika.
Expansão: o Desafio de chegar ao shopping
Com o negócio consolidado no Batel e no Juvevê, veio um novo desafio: abrir uma unidade no shopping. “Se me oferecessem uma loja de shopping alguns anos atrás, eu teria dito não na hora”, brinca. Mas a visão mudou. Após perceber o potencial do ambiente — especialmente em dias de muito movimento —, a ideia de um quiosque surgiu como modelo ideal.
Além de ser mais acessível financeiramente que uma loja tradicional, o quiosque permite visibilidade 360 graus. E mais uma vez, o cuidado com a experiência se manteve: tanto no atendimento quanto na seleção dos produtos que poderiam ser oferecidos no formato do shopping.
O que está por rrás de uma marca forte?
Para quem vê de fora, o crescimento da Damarate parece linear, mas, segundo Jéssika, foi uma sequência de aprendizados constantes. Ela afirma que um dos maiores segredos é ter um mix de produtos bem estruturado e pensado estrategicamente.
“Não é só ter variedade por ter. É entender que cada produto conversa com um perfil de cliente. O bolo de abacaxi, por exemplo, agrada quem busca uma memória afetiva, enquanto o cookie ou o bolo de morango com Nutella conversam mais com o público jovem, que quer aquele doce bem food porn”, explica.
Outro pilar é o atendimento humanizado, que, mesmo crescendo, continua próximo do cliente. As redes sociais, especialmente o Instagram, seguem como canal ativo não só para vendas, mas para ouvir e responder os clientes rapidamente.
Lições para quem quer empreender na confeitaria
Jéssika deixa um conselho valioso para quem quer empreender na confeitaria, especialmente no delivery: “Entenda que o delivery não é um extra, é uma loja. Ele precisa ser tratado com a mesma seriedade que uma loja física. Embalagem, apresentação, atendimento, tudo precisa estar alinhado.”
Outro ponto importante é não ter medo de começar pequeno, mas sempre pensando grande. E, claro, investir em branding — não apenas na estética, mas na construção de uma identidade que reflita seus valores e a experiência que você quer oferecer.
Quer ouvir essa história completa, cheia de dicas, desafios e momentos inspiradores? Então, dá o play no vídeo abaixo e aproveita cada insight desse papo doce e empreendedor com Jéssika Damarate!

